Amando a intimidade divina
Elaine Castro - Ministério
Carregando a Glória do Pai
É indiscutível o tempo em que vivemos: tempo da intimidade com Deus, da geração levítica e adoradora. Porém é com certo espanto que vemos um número cada vez maior de pessoas que se dispõem, atualmente, a enquadrar-se na conhecida leva dos “ministros de louvor”. Parece-me que se tornou “moda” ser chamado adorador, e convidar a igreja à sala do trono.
A crescente onda levítica só faz aumentar ainda mais a quantidade dos que se autodenominam “levitas do Senhor”. É como se qualquer um que conduza o louvor da igreja pudesse ser considerado adorador. Longe de mim, julgar alguém, mas falo com a confiança que me dá o Senhor Jesus de que não existe ministério de louvor ou pregação sem que haja uma vida devocional a Deus.
O filão comercial instiga essa situação. O retorno financeiro que tal estilo tem proporcionado recentemente aos seus produtores e intérpretes tem aumentado a demanda e a procura por CDs considerados do estilo “adoração”. A procura por estes trabalhos provém de uma geração sedenta por Deus e por tudo que Ele proporciona quando estamos em Sua presença. E intimidade, toques profundos, relacionamento sem barganhas, vida reta e íntegra diante do Pai é o que almeja o homem dessa geração.
Achava-se que este homem, dotado de informações provenientes de todos os lados, não seria vazio e não acharia necessidade em buscar um ‘deus’. Mas a margem de erro para previsões como esta vem crescendo a cada dia. A igreja tem buscado essa intimidade, esse relacionamento, essa vivência de amizade, como Abraão, chamado “amigo de Deus”. E é nessa carência que encontramos a necessidade de artifícios que nos façam, ao menos, parecermos juntos e próximos ao Senhor.
A adoração como estilo de vida difere desta procura inconsciente. Segundo muitos pensadores, cristãos ou não, o mal deste século seria a inexistência do amor, o amor para o próximo. E falar de adoração, da verdadeira adoração a Deus, conduz-nos à agregação ao mais excelente dos sentimentos como principal motivo e razão de busca e procura sedenta por Deus. É causa e conseqüência: amar e adorar, viver e presenciar Deus nos mínimos detalhes da nossa existência.
Como em Cantares de Salomão, em que o noivo declara a sua necessidade pela noiva, e em palavras intimistas revela como o Cristo sente-se atraído pela sua igreja, podemos expor o mais significativo exemplo de profunda e reta adoração. É uma “atração fatal”, e os que vivenciam essa expressão desfrutam uma vida de banquete ante a presença de Deus. “Levou-me à sala do banquete, e o seu estandarte em mim era o amor”.
Não busquemos essa atração pela moda, pela “onda”, mas pelo sentido vivo de comunhão com o anfitrião da sala do banquete. Não por um cristianismo barato, mas pelo simples e puro evangelho, no qual adorar a Deus é por entre nossos olhos, beijá-lo e senti-lo como a primavera que vem depois de um inverno incessante. Ele vem, e convida a noiva a ver as flores na terra e a cantar, pois o tempo chegou – há tempos – e a hora é essa, em que o Pai procura os verdadeiros adoradores que O adorem em espírito e em verdade.
